Rondônia tem mais de 100 mil mulheres motociclistas

sandra_silva_mototaxista_1Preço baixo, economia e agilidade são os atrativos das motocicletas.
‘Não troco moto por carro’, diz Sandra Silva, mototaxista em Porto Velho.

Mototaxista há três anos em Porto Velho, Sandra Silva, de 32 anos, fez da paixão por motocicletas sua profissão e garante que não troca moto por carro. “Um dia estava procurando trabalho no restaurante, vi o ponto de mototáxi e me informei o que precisava. Arrumei tudo e comecei a trabalhar. Me apaixonei”. Sandra faz parte do grupo de mais de 100 mil mulheres habilitadas em Rondônia para pilotar motocicletas, segundo o Departamento Estadual de Trânsito (Detran).

Questionada sobre os perigos de pilotar motocicleta Sandra é enfática: “Veículo não oferece perigo. Perigoso é o condutor”. Segundo Sandra, há preconceito por parte dos homens que não respeitam as mulheres no trânsito. “Mulher prefere andar comigo porque eu obedeço a sinalização. Já tem alguns homens que não admitem andar numa moto pilotada por mulher”, afirma Sandra.

Para a consultora de vendas Adriana Morena, esse aumento na procura por motocicleta deve-se, principalmente, ao baixo valor em comparação com um automóvel. “Normalmente as mulheres querem segurança, mas precisam economizar. A motocicleta proporciona segurança e economia”, diz a consultora de vendas que atua no rama de vendas de motocicletas desde 1999.

Pensando nesta economia e na facilidade de locomoção e estacionamento, Joyce Michele Monteiro, de 19 anos, optou pela motocicleta. “Quando comecei a dirigir tinha medo de andar de moto, mas agora não tenho mais. É o veículo que posso comprar e manter”, explica Joyce.

Os dados de 2011 do Detran apontam que o número de mulheres habilitadas saltou de 51.399 em 2004 para 154.741. As mulheres com Carteira Nacional de Habilitação (CNH) A (categoria que habilita a pilotar motocicleta) passou de 26.639 em 2004 para 107.950 em 2011. Já as que optaram somente por motocicleta representavam em 2011, 11.734 condutoras.

acessoriosAcessórios
Diferente dos homens que investem na linha de acessórios para motocicletas, trocando luvas, escapamentos, colocando adesivos, as mulheres se preocupam com a segurança do veículo e a própria segurança. “Mulheres adquirem seguro para o veículo, alarme, capacete e capa de chuva”, comenta Adriana.

A cor preferida pelas mulheres é a vermelha. Já os capacetes são os que combinam com a cor da motocicleta. “Nós temos capa de chuva e capacete rosa, mas mulher é mais tradicional. Ela quer segurança, não quer chamar a atenção”, diz a consultora de vendas.

Comportamento nas vias

Segundo o major do Polícia Militar Silvio Bezerra, as mulheres são mais prudentes e atenciosas quando estão dirigindo. Até os cuidados com o veículo são diferentes entre homens e mulheres. “Se você fosse comprar um veículo e pudesse escolher entre dois do mesmo ano com a mesma quilometragem, sendo que um o dono é um homem e o outro uma mulher. De quem você compraria?”, indaga o major.

Silvio diz que utiliza esta pergunta em suas palestras sobre segurança no trânsito e para exemplificar que mesmo os homens não admitindo, as mulheres são as que menos cometem infração de trânsito. “Normalmente as mulheres respeitam a sinalização, não ultrapassam sinais vermelhos e nem vias preferenciais. Isso evita muitos acidentes”, garante o major.

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